sábado, 9 de junho de 2007
Bonecas de porcelana!
Bonecas de porcelana
Bonecas de porcelana vibram?
Bonecas de porcelana gritam?
Bonecas de porcelana falam?
Bonecas de porcelana gemem?
Bonecas de porcelana tremem?
Bonecas de porcelana brincam?
Bonecas de porcelana chiam?
Bonecas de porcelana rezam?
Bonecas de porcelana trepam?
nr
Amar faz mal!
Meninhas Mimadas
Cinderela composta de aço
Me poupa desses teus casos
Porque eu sinto asco das tuas histórinhas
Me enoja a tua impureza límpida
E a tua cara de masoquista
Sem ao menos me dar as pistas do teu mistério!
E há mistério?
Tento te ferir mas não consigo
Porque... Cacete! Você é inteiramente aço!
E eu... Eu sou mesclado de de sonhos e planos!
Planos... Que não te cabem!
Já que eu não posso ser O Cara Estranho
Me deixe ao menos ficar atrás das àrvores
Me escondendo da tua frieza
Me desviando do teu suburbio interior
Cresce merda!
Vira mulher
Porque no fundo o que você é...
Não me excita!
Afinal, eu não curto...
Meninihas mimadas
Nr
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Perdoa-me por me traíres... Implora!..."Mas Judite! Não percebes que não pode haver compromisso maior que a minha ressurreição? Ou tens medo de mim? Estou bom, tive alta, fiz malária, Judite!"...
Esses dias.... sabe?!?
Hoje foi um dia confuso. Vontade de falar o que quero, e sendo repreendida. Moderno. Quente. Saudades. Será que Nelson está certo? Será mesmo que o teatro feito pra rir é apenas, para quem paga pra assistir, comprar minutos de felicidade e sair anestesiado?
Afff... Vou comer.
Toda nudez será castigada?
O fato é que queria comentar no nosso espaço virtual, uma coisa fantastica que aconteceu. A apresentação do grupo armazém companhia de teatro (acho que o nome é esse) da peça do grande Nelson: Toda Nudez será Castigada!
Sabe que se um dia encenarmos essa peça, você será a minha Geni! E essa peça é como todas de Nelson Rodrigues que dispensam pudores! O espetáculko foi fascinante! eles sabiam juntar a expressão corporal com uma bela interpretação. Não havia uma fala que não fosse entendida. Sem falar no cenário que era fantastico. Uma fachada de casa que transformava-se de uma cena para outra em um cabaré, uma enfermaria, uma delegacia, e numa rua! Para completar a sonoplastia que dava o marco na peça. Sem falar na nudez que não merecia ser castigada!
Acho minha lilith que um dia faremos essa fantastica peça!
domingo, 3 de junho de 2007
Diálogo sem título devido a sua escassez de vocábulos
Eu: - Parei.
Ela: - Por quê?
Eu: - Porque você pediu.
Ela: - Eu não pedi. Pedi?
Eu: - Pediu.
Ela: - Então continue.
Eu: - Continuar a quê?
Ela: - A fazer o que você estava fazendo, ora.
Eu: - Esqueci.
Ela: - Esqueceu como se faz o que você fazia.
Eu: - Não, esqueci o que eu fazia.
Ela: - Deite um tempo e relaxe que você se lembra.
Eu: - Deitar onde?
Ela: - Onde você quiser.
Eu: - Aqui.
Ela: - É.
Eu: - Então tá.
Ela: - Tá.
...
...
Ela: - Lembrou?
Eu: - Você ainda tá aí?
Ela: - Tô, e aí lembrou?
Eu: - Não, por que você não continuou?
Ela: - Continuei!?
Eu: - Sim, não foi embora?
Ela: - Não sei. Preferi ficar.
Eu: - Então fica.
Ela: - Tá eu fico.
Meu bem, você sabe né? Como sempre você me deixa sem palavras, sem argumentos... você me derruba e me pede um motivo pra levantar. Caro R. N. nossa jornada só começou!

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