sábado, 5 de janeiro de 2008


Voltar no Atalaia Nova/centro hoje foi uma felicidade. Primeiramente, o hippie com seu violão animou a todos com suas músicas de louvação a Deus sem conter o minimo de sensacionalismo das músicas evangélicas. E o mais divertido foi a entrada de um casal de velhinhos que entraram no ônibus no Terminal do mercado. Meu irmão e eu cedemos os lugares, e nas curvas que o ônibus faz quase que a velhinha caia.

- Se segura velha. dizia o velhinho a sua esposa.
- Calma, homem de Deus!
Com dificuldades os dois se sentaram.
- Eu estava esperando o ônibus parar, porque não tinha como se segurar com o ônibus dando curvas.
- Tá vendo, eu queria vim de tótótó, mas você agora está metida a importante.
Os dois riem em suas simplicidades. Carregam no olhar muitas histórias que precisam ser ditas e nunca o são.
- Eu não gosto de subir naquelas escadinhas, prefiro esperar e vim de ônibus, não tenho pressa.
- è mas no nosso tempo a gente andava de canoa de remo.
- Só se for no seu tempo, porque eu não sou velha assim, e outra coisa que eu era chique não andava de lancha. Sorria
- Deixa de conversa que quando eu te peguei aqui você andava de canoa.
- E você nunca me pegou eu que fui. Riu virando-se para mim. - 46 anos de casados. 46 anos que aturo essa criatura. ria amavelmente olhando para ele.
- É preciso muita compreensão.
Parece que não existem mais casais que crescem juntos e vivem para a eternidade sendo companheiros de dia-a-dia.
- Vamos continuar a festa. disse o velhinho simpático ao hippie que embalava sua canção

2 comentários:

Marcus Fam disse...

Hum, com certeza esses velhinhos tem muita história pra contar. Procure se informar sobre um livro chamado: Me conte sua História. Ele é recheado de contos, com histórias de velhinhos como estes, mas que se abrigam em asilos. O livro é um projeto da Febrafarma que leva jovens estudantes de jornalismo a acompanhar esses velhinhos nos asilos para ouvir suas histórias e escrever os contos. Isso ocorre em quase todo o Brasil e os melhores contos entram para o Livro que já está na 3ª edição. Uma por ano se eu não me engano, com histórias inéditas. Aqui em Aracaju há dois jovenz estudantes de jornalismo que conseguiram por seus nomes lah no livro desta ultima edição. Inclusive, eles são da minha turma. Caso tenha curiosidade de ler esse livro com esses contos, compre ou procure a 3ª edição, onde traz dois contos de dois simpáticos sergipanos idosos, felizmente agora não tão mais esquecidos nos asilos de aracaju.
Veja esse link, falando mais sobre esse livro: http://www.febrafarma.org.br/areas.php?area=rs&secao=programa_social&modulo=textos

bin disse...

ai ai ai que legal as vezes da saudades dos blogs bons....

Obrigada por postar...

bjoO